A Quarta Teoria Política é a teoria da vitória!

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Como teoria anti-reacionária, a Quarta Teoria Política, diferente do que afirmam os seus inimigos, não almeja regressar aos modos de vida e de produção pré-modernos. Ela não nutre expectativas acerca de eras de ouro perdidas ou acerca de períodos históricos mortos (dos quais só conhecemos as ruínas). 

Muito pelo contrário. 

Depois de destruir as medidas historiais-ontológicas da modernidade (o que inclui o Liberalismo em todas a suas manifestações), a Quarta Teoria Política deseja avançar rumo a um futuro luminoso, onde cada povo, uma vez livre do jugo do globalismo e do Capital, poderá determinar os seu próprio destino histórico autenticamente e construir sua própria civilização da maneira que desejar.

É neste sentido que a Quarta Teoria Política, sem negar os elementos de classe que permeiam a estrutura das sociedades modernas, estabelece o Povo e suas massas populares – com suas singularidades, concretudes, identidades, espiritualidades e forças tectônicas próprias – como agente de transformação histórica.

Os povos constroem suas histórias e edificam seus destinos: isso é Quarta Teoria Política.

E é justamente isso que os adeptos da Quarta Teoria Política querem para o Brasil. Que as massas populares brasileiras guiem nossa Pátria rumo à realização histórico-civilizacional, de modo a fazer do Brasil, como queria Darcy Ribeiro, um verdadeiro herdeiro de Roma nos Trópicos.

“Mais cedo do que se pensa, chegará a hora de começar de novo: voltar ao substrato da história da tecnologia produtiva e buscar nela o sentido primário da cultura” (Berta Ribeiro).

NOVA RESISTÊNCIA

LIBERDADE! JUSTIÇA! REVOLUÇÃO!

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O que está acontecendo na Venezuela?

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A Venezuela não possui um histórico muito diferente dos outros países da América Latina. Colônia espanhola, tornada independente no século XIX em um processo guiado pelo nacionalismo liberal de Simón Bolívar. Mantida fragmentada e separada de seus países vizinhos pelas artimanhas inglesas.

Não obstante, a Venezuela possuía uma das maiores reservas de petróleo do mundo e isso seria determinante para o destino do país nos séculos XX e XXI.

Já nos anos 50 do século passado, no bojo da estratégia atlantista de ocupação da América Latina, os EUA plantaram na Venezuela um ditador-títere, Marcos Pérez Jiménez, para garantir a exploração do país pelas corporações estrangeiras e as remessas de lucro. Nesse período, agências de segurança estrangeiras praticamente dominavam as ruas venezuelanas e metade do lucro da corporação americana Standard Oil vinha de suas operações na Venezuela.

O povo, enquanto isso, sofria. Na miséria, na fome, nas péssimas condições de trabalho. Nada fora do comum na América Latina, especialmente nesse período. A Venezuela era uma típica “república de bananas”. A bonança ditatorial não durou, porém, e uma crise nos preços do petróleo lançou o país no caos.

Posto pelos EUA, o ditador Jiménez foi derrubado também pelos EUA, para tentar garantir a pacificação do país e evitar que os lucros das megacorporações estrangeiras, especialmente as petrolíferas, fossem afetados pelos protestos populares.

Assim começou a chamada IVª República, um período que foi, provavelmente, um dos mais ruinosos para a Venezuela e seu povo, até a chegada do século XXI.

Quatro décadas de governos democráticos, mas nem tanto. Prisões de opositores, repressão contra trabalhadores e estudantes abundaram nesse período. Desse período vem, também, as crises de abastecimento, a falta dos alimentos e produtos mais básicos.

A pobreza e a fome se intensificaram com o “choque” neoliberal implementado nos anos 80. O resultado foi o Caracazo, levante popular venezuelano, contra um governo que existia única e exclusivamente para garantir a exploração do país por empresas estrangeiras. O governo respondeu com o massacre de 3 mil trabalhadores e estudantes.

A raiz do chavismo está aí. Sem entender esse histórico é impossível entender o que veio depois.

10 anos após o Caracazo, Hugo Chávez, um militar patriota do Exército Venezuelano, fortemente influenciado pelo peronismo revolucionário, através do intelectual argentino Norberto Ceresole, chegou ao poder na Venezuela, para dar fim a décadas da miséria mais abjeta e vergonhosa, da situação social e econômica mais calamitosa de nosso continente.

No poder, Chávez enfrentou tentativas de golpe de Estado, locautes patronais criminosos, sabotagem financeira internacional e uma campanha de ódio midiático extremamente virulenta. Ao longo de seu governo, inúmeras vezes jornalistas pediam, ao vivo, o assassinato de Hugo Chávez. E há os que dizem que sob seu governo não havia “liberdade de expressão”…

Os resultados, porém, foram inegáveis e irrefutáveis. Em pouco mais de 10 anos de governo, em comparação com o período que o precedeu:

* A renda per capita foi multiplicada em quase 4 vezes;
* A população abaixo do umbral de pobreza caiu de 50% para 28%;
* O desemprego caiu de um dos níveis mais altos no continente (15%) para 8%, na média;
* Houve queda na mortalidade infantil, aumento na expectativa de vida;
* A dívida externa caiu de 50% do PIB para 38%;
* A inflação caiu de 100% para 30%, nível mais baixo desde os anos 80;
* O coeficiente Gini, que avalia a desigualdade sócio-econômica caiu de 0,487 para 0,380.

E poderíamos continuar. Hugo Chávez desafiou o poder internacional do sionismo e declarou-se inimigo implacável de Israel e de seus agentes internacionais. O seu país retirou-se do FMI e do Banco Mundial. Lançou seus primeiros satélites. Deu passos importantes para a formação de uma aliança geopolítica latino-americana.

Mas seu país tinha petróleo demais.

Petróleo em excesso significa duas coisas: 1) Seu país, queira ou não, será alvo dos interesses e desejos de grandes potências; 2) Sua economia será movida pelo petróleo e pelos preços dos barris no mercado internacional.

O (1) é inevitável, o (2) não.

A dependência das exportações do petróleo você resolve industrializando seu país. Transformando ele em potência industrial, fazendo ele produzir bens de alto valor agregado para exportá-los, ao invés de exportar petróleo e apenas petróleo. E essa era a Venezuela. Na Venezuela, desde os anos 50, importa-se tudo, praticamente tudo. E exporta-se, praticamente só petróleo.

Mas a indústria venezuelana cresceu sob Chávez. É o que mostram os dados. A indústria privada, inclusive, cresceu muito mais que a pública. Mas o papel econômico da indústria petrolífera cresceu muito mais.

O petróleo seguiu representando 15% do PIB da Venezuela. E isso é muito. E o preço do petróleo começou a desabar, já a partir de 2012. E com isso endividamento e inflação voltaram a disparar.

Esse foi o erro fundamental de Hugo Chávez. A tentação da riqueza “fácil” do petróleo. A garantia de riqueza dada pelos altos preços do petróleo.

A isso devemos somar a intensificação da guerra travada pelas forças anti-nacionais internas contra o governo, a multiplicação das greves patronais, a radicalização da campanha de ódio da mídia. Para piorar, por causa dos problemas cambiais, hoje os empresários venezuelanos importam para vender no mercado negro, desabastecendo os mercados oficiais, ou mesmo importando para exportar, por causa dos subsídios para importação.

E o que temos agora?

O que temos agora é o resultado dos planos americanos já expostos pelo Wikileaks, de tentar fomentar uma “Primavera Venezuelana”. A estratégia é a mesma da Síria, da Líbia e da Ucrânia: financiar ONGs “pró-democracia”, financiar “jornalistas alternativos”, fomentar protestos violentos, provocar o derramamento de sangue e fazer de tudo para desestabilizar o governo.

É a aplicação dos mesmos manuais técnicos de golpe de Estado aplicados várias vezes nas últimas 2 décadas.

Entendam: ISSO SERÁ PÉSSIMO PARA O BRASIL.

Não precisamos de mais um regime pró-americano no continente. Já há muitos, e todos eles formam uma espécie de “cordão sanitário” ao nosso redor, tentando limitar a formação de um bloco geopolítico latino-americano guiado pelo Brasil. Mesmo sob um governo pateticamente frouxo com o do Temer, limitar a influência do Brasil na América Latina ainda é pauta do governo americano.

Por isso, a única posição socialista patriótica possível é a de apoiar o governo bolivariano da Venezuela CONTRA TUDO E TODOS. Enquanto nenhuma alternativa real, ainda mais radical, ainda mais socialista e muito mais nacionalista surgir, apoiar qualquer outra alternativa é apoiar a entrega da Venezuela aos EUA e a seus lacaios parasitas. E apoiar o cerco ao Brasil.

LIBERDADE! JUSTIÇA! REVOLUÇÃO!

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A sociedade liberal é uma sociedade decadente:

 

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A sociedade liberal é a sociedade da ditadura dos engravatados. Quem a dirige não são aqueles tipos humanos notáveis, munidos de altas virtudes e capacidades e empenhados em conduzir a sociedade rumo a sua realização histórico-civilizacional, mas uma casta obscena de sanguessugas de mãos gordas, magnatas financeiros, CEOs, oligarcas, grandes industriais, alimentada unicamente pelo impulso ao lucro econômico.

Como diz Aleksandr Dugin, a natureza do Capital é internacional: ele ignora todos os obstáculos ao lucro econômico. Quaisquer restrições à liberdade dos mercados são obstáculos ao Lucro.

É por essa razão que o Liberalismo, primeira teoria política da modernidade, é uma doutrina anti-civilizacional por definição. Em sua base não estão valores sólidos, fundadores, que afirmam e edificam, mas a sanha pela extração do lucro e da mais-valia, por expansão de mercados e a pela satisfação de desejos individuais.

E nisso se resume a moral e o direito nas sociedades liberais: o direito do indivíduo de colher os frutos de sua própria devassidão individualista – ainda que o resto da sociedade esteja mergulhado na miséria (quem não se lembra de como o preço da água geralmente sobe, magicamente, em situações de desastre e de calamidade pública?).

Nesse tipo de sociedade tudo é negociável. Quem se finge de conservador hoje, amanhã é libertário.
Empresa que, na década passada, fazia propaganda com “família tradicional”, nesta década faz com casal gay. Na próxima, fará com casal trans-espécie. Tudo depende das flutuações no “mercado moral”.

Toda arte vira entretenimento, toda cultura vira fantasia, todo interesse vira um fetiche. A fluidez do capital afrouxa os elos que mantém uma comunidade unida e sadia.

E não há um fim em vista. Não há “Fim da História”. Não há uma queda do capitalismo a ocorrer naturalmente. Não há nenhum tipo de “evolução natural” que nos retire dessa situação.

Apenas a decisão de agir heroicamente pode derrotar esse inimigo.

Liberdade! Justiça! Revolução!

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Mataram a CLT!

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Vitória dos parasitas! Derrota do povo brasileiro (ou pelo menos de quem trabalha)!

Diante de uma crise econômica causada pelo excesso de dependência da exportação de commodities primárias, os políticos, a mídia de massas e uma coalizão de “especialistas” conspiraram para inventar a mentira de que o Brasil precisava de uma série de “reformas” para voltar a crescer. É a aplicação da doutrina do choque neoliberal.

Eles creem que o povo trabalhador, pouco dado à leitura, será enganado pelas histórias mais estapafúrdias que a mente humana poderia inventar: “Brasil vai voltar a crescer”, “Esse negócio de CLT é fascista”, “O trabalho tem que ser mais flexível”, “Vai cair o desemprego”.

Talvez confiando na pouca informação que o povo brasileiro tem sobre o que ocorre no resto do mundo, os parasitas que matam o país acham que vai todo mundo acreditar que “reforma trabalhista” é “coisa de primeiro mundo” e, pior, que o tal “primeiro mundo” é rico basicamente por causa disso.

E, infelizmente, de fato há uma boa parcela da população brasileira, semianalfabeta ou analfabeta funcional, que cai nessas mentiras.

A experiência recente em países como Portugal, Espanha, França e Grã-Bretanha é totalmente outra: não aumenta o número de empregos, e quando aumenta é apenas o de empregos precários e subempregos; as perspectivas da juventude para o futuro pioram, o sonho de constituir família é adiado por tempo indeterminado; a flexibilização das relações de trabalho não faz a economia voltar a crescer.

A experiência mostra que é má ideia. A evidência empírica mostra que é má ideia. Segundo todas as evidências a Reforma Trabalhista é má ideia. Mas nem por isso as forças parasitárias foram detidas, tal como os idiotas pobres (vulgo, liberais) que os apoiam não param de achar que a ideia é ótima.

Terceirização irrestrita, proibição da contagem do deslocamento do trabalhador como jornada de trabalho, permissão para que grávidas trabalhem em ambientes insalubres, a insanidade da jornada intermitente, o enfraquecimento da Justiça do Trabalho e, claro, a cereja do bolo, a submissão da CLT às negociações entre patrão e trabalhador, como se fossem partes iguais.

Esse assassinato da CLT não vai trazer o crescimento de nossa economia de volta. Só vai arruinar o futuro da nossa geração e das seguintes. E encher os bolsos de uns poucos parasitas.

Torna-se cada vez mais improvável dar uma solução pacífica pra guerra que a classe capitalista trava contra o povo brasileiro.

LIBERDADE! JUSTIÇA! REVOLUÇÃO!

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Precisamos de um Brasil Multipolar:

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Importantes figuras brasileiras do passado se debateram com uma inquietação fundamental: a inquietação do Brasil enquanto Nação. Não estiveram sozinhos nisso e tampouco o Brasil é o único país historicamente “inseguro” no que concerne essa questão.

O dilema “nacional” é típico dos “povos novos”, daqueles países formados nos últimos 500 anos no Novo Mundo, frutos de colonizações, conquistas e migrações. O dilema, usualmente, gira ao redor de uma possível artificialidade das formações nacionais do Novo Mundo, além de uma pouca homogeneidade, fatores que distinguiriam essas “nações” das velhas formações da Europa, África e Ásia, usualmente mais antigas, orgânicas e homogêneas.

No caso brasileiro, esse dilema levou a incontáveis revoltas contra o poder centralizador colonial português e imperial brasileiro. Mesmo boa parte das revoltas que não se propunham como essencialmente separatistas, mantinham um caráter extremamente regional, local e até concebiam uma disposição de “Se não der para mudar as coisas, talvez separar…”. As reações do poder central foram, em todos os casos, brutais e sanguinárias.

No fim das contas, o Estado brasileiro se consolidou e se estabilizou. As tensões entre poder central e forças regionais, estaduais e locais, subsistiram. Deve-se acrescer a isso, em paralelo, o fato de coexistência de várias raças, etnias e religiões em um mesmo território, o que oferece várias outras camadas de contradições e complexidades.

Sob a neutralidade “cidadã” do Estado Liberal essas contradições e tensões só tem como se acirrar, sejam manipuladas por oligarquias locais ou não. A neutralidade do Estado Liberal é incapaz de trabalhar o tema da Nação a não ser como mera formalidade. É a típica figura do Estado-Nação, construção burguesa tipicamente moderna, na qual a figura central é o “cidadão”, a face política do “indivíduo”.

A reação a essa neutralidade liberal, que ergue um Estado-Nação que não passa de um esqueleto frágil, veio através de um impulso “nacionalista” de conteúdo ufanista e, em alguns casos, até mesmo chauvinista. Esse impulso, com o objetivo de resolver de forma definitiva a questão nacional no Brasil, como medida protetiva tanto contra ameaças internas como estrangeiras, passa como rolo compressor sobre toda a heterogeneidade brasileira.

Ora, se países como França, Itália ou Espanha possuem grande diversidade interna, já de séculos, o que falar do Brasil, um país com dimensões continentais, no qual boa parte do povo brasileiro nasce, cresce, casa e morre no mesmo município?. Não há um “povo brasileiro” como uma figura evidente. As construções no sentido de construir um molde absoluto para “o que é o brasileiro” são puramente teóricas e abstratas.

Nesse abstracionismo, nesse autêntico “policarpismo” o único resultado tem sido o enfraquecimento das relações sociais e culturais orgânicas, já desenvolvidas ao longo de séculos, desde os tempos coloniais. A questão nacional, portanto, não foi decentemente resolvida pelos nacionalistas brasileiros, sejam os de direita, os de esquerda ou os de terceiravia. O Brasil não se tornou mais imune a oligarquias ou a ameaças estrangeiras. Poderíamos dizer até o contrário.

O impulso homogeneizador dos nacionalismos burgueses do passado fragilizou o Brasil perante ameaças internas e externas.

Nesse sentido, e no espírito da compreensão das realidades identitárias, só podemos apontar na direção oposta: A melhor maneira de preservar a unidade brasileira (uma unidade que é necessária, no mínimo, por razões práticas de defesa contra ameaças estrangeiras) está em apoiar exatamente a única realidade que o brasileiro conhece, aquilo que o brasileiro realmente vive: a realidade local.

É necessário harmonizar patriotismo estatal brasileiro, com identitarismo etnocultural, regionalismo estadual e municipalismo político. Não há contradição necessária entre nada disso e não podemos permitir que surjam contradições.

O patriotismo brasileiro é essencial para mobilizar as massas contra ameaças estrangeiras e para guiar todos os povos brasileiros rumo a uma nova civilização, herdeira de Roma nos trópicos.

O identitarismo etnocultural é essencial para conscientizar cada grupo etnocultural brasileiro para a importância de sua própria história, para o resgate de suas raízes e de sua própria contribuição civilizacional.

O regionalismo estadual é essencial porque, de modo geral, os povos que aqui vieram habitar construíram novas culturas e modos de ser que se estruturaram de forma mais ou menos equivalente às atuais divisões estaduais brasileiras.

O municipalismo político é fundamental porque a realidade da vida brasileira se dá majoritariamente no âmbito do município, porque esse nível de descentralização facilita a fiscalização política e a administração de recursos e porque através dele nos aproximamos da democracia direta.

Nesse sentido, precisamos de um “novo pacto federativo”. Mas absolutamente fora dos termos de um federalismo burguês, seja de teor oligárquico ou de teor centralista-burocrático.

Em Defesa dos Brasis e dos vários Povos Brasileiros!

LIBERDADE! JUSTIÇA! REVOLUÇÃO!

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O socialismo tem que ser patriótico:

 

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Uma verdade básica que deve guiar todo nacional-revolucionário: a libertação nacional é indivisível da revolução social.

O que isso significa?

Que é impossível liberar a Pátria sem romper com TODAS as forças sociais que subjugam o Povo, ou seja, sem romper com o modo de produção capitalista, manejado por uma elite financeira apátrida e antinacional, guiada pelo lucro predatório. Paralelamente, que não se pode romper com tais forças sem um esforço real e contínuo para tirar o Brasil do marco do Sistema Financeiro Internacional e do desenvolvimento econômico dependente: o que passa pelo avanço de pautas urgentes como reindustrialização, reestatização de empresas privatizadas, auditoria da dívida pública, taxação de grandes fortunas, reforma agrária, etc.

Assim, o verdadeiro patriotismo é, em essência, socialista, ao passo que o autêntico socialismo é nacional e patriótico: as condições concretas para o desenvolvimento socioeconômico da Pátria devem ser reunidas e aperfeiçoadas para que o socialismo seja construído – e o socialismo deve ser construído para que estas condições sejam mantidas e efetivamente direcionadas às massas populares brasileiras.
Ser patriota é amar a Pátria, sua cultura, identidade, arte, música, poesia, valores, idioma, dialetos, folclores, espiritualidades. É querer o bem do Brasil acima de tudo. Mas é também reconhecer que, sem mudanças radicais e profundas, operadas no interior da estrutura sócio-econômica do país, a soberania nacional tem prazo de validade (como, infelizmente, demonstra hoje a espinhosa crise venezuelana).

A realização histórico-espiritual do Brasil só virá a cabo por meio de uma Revolução que ponha fim a organização capitalista do mundo, pautada na exploração do homem pelo homem, e torne o Povo o artífice de seu próprio destino.

LIBERDADE! JUSTIÇA! REVOLUÇÃO!

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O que é Globalismo?

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Falar sobre “globalismo” se tornou moda em certos círculos. Mas até agora ninguém tendou explicar de forma razoavelmente específica o que seria esse globalismo, da onde ele vem e o que ele quer. Ao contrário, a maioria dos grupos políticos que falam em globalismo estão, na verdade, mistificando e distorcendo um fenômeno importante, com o objetivo de ocultar o seu núcleo semântico.

Encontramos uma das raízes filosóficas, geopolíticas e morais mais importantes para o globalismo nos rascunhos de Immanual Kant sobre o estabelecimento de uma “Paz Perpétua” e o que seria necessário para garanti-la. Simultaneamente, estamos aqui diante da gênese do pensamento político liberal contemporâneo, o que já nos chama atenção para a conexão entre liberalismo e globalismo.

O x da questão é que essa “Paz Perpétua”, hipoteticamente tão desejada por todos e, hipoteticamente, tão de acordo com a “Natureza” ou a “Providência” (segundo Kant) não tem como ser estabelecida senão pela força. Essa “Paz Perpétua” depende, por exemplo, de que todos os Estados sejam repúblicas e possuam estruturas governamentais iguais. O que nós temos aí, na verdade, é um mandato para uma “guerra perpétua”, até que se atinjam as condições para a tal paz eterna.

E não é segundo esses princípios que os EUA têm agido desde o fim de seu isolacionismo internacional? Não é segundo esses princípios que organizações internacionais têm apoiado e financiado “reformadores” (ou seja, terroristas) em países não-alinhados com os projetos dos EUA?

O resultado desejado é uma grande confederação de Estados, em perpétua paz, sem exércitos, com livre circulação de pessoas, bens e serviços, onde qualquer ser humano será igual a qualquer ser humano, ou seja, onde ninguém será visto como inimigo. Globalismo.

Mas por trás dessa importantíssima visão geopolítica há uma base econômica essencial que move estes projetos. Aqui, neste sentido, somos capazes de definitivamente identificar o caráter do globalismo.

Globalismo é a fase de desenvolvimento do capitalismo que se segue ao imperialismo.

Imperialismo é uma fase no desenvolvimento do capitalismo, no qual as burguesias nacionais, visando seguir expandindo a geração de lucros, começam um processo de internacionalização de investimento de capitais para países com economia subdesenvolvida e, para garantir isso, impelem os seus governos a ocuparem militarmente as regiões do planeta nas quais se faz essa exportação de capitais, de modo a garantir seus resultados.

Não dá mais para dizermos que o que temos acontecendo na economia global é ainda isso. Não existem mais “burguesias nacionais”, a não ser nos próprios países com economia subdesenvolvida. Nos países com o capitalismo mais avançado, as elites já se tornaram plenamente internacionais, globais. A burguesia é, já, uma classe única, ela já se tornou unificada a nível global.

Enquanto na fase anterior os países envolvidos nas aventuras imperialistas buscavam vantagens para si, hoje, a maioria dos países alinhados com o que temos chamado de globalismo agem em prejuízo próprio. O nível de financeirização da economia se tornou tão elevado que a desvinculação entre esses processos econômicos e os interesses nacionais específicos se tornou máxima.

O que é característico do capitalismo na fase em que ele se encontra hoje é que não é suficiente a exportação de capital para maximizar lucros. Hoje, o capitalismo, através de seus agentes, age com o objetivo explícito e declarado de construir um Mercado Global, alcançando a livre circulação de pessoas, bens e serviços com plenitude.

O Governo Global será o garantidor desse arranjo e a Cultura Global é basicamente uma condição necessária para permitir esse Mercado Global. Esses arranjos são explícitos. Não é para outro fim que organizações como o Clube Bilderberg, a Comissão Trilateral e o Conselho de Relações Exteriores existem.

O que temos aí, portanto, quando vemos ataques às culturais tradicionais e iniciativas “humanistas/humanitárias” para “desconstruir” padrões comportamentais, sociais e culturais “reacionários” é basicamente um esforço para o estabelecimento das condições que permitirão a construção desse Mercado Global, ou seja, da conquista dos objetivos do globalismo.

Enfim, tudo isso nos mostra que o contexto geopolítico, político, econômico, social e cultural de nossa época é totalmente diferente em relação ao do início do século XX. Por isso, tão somente a Quarta Teoria Política tem respostas e soluções para a crise da pós-modernidade liberal e a ameaça do globalismo.

LIBERDADE! JUSTIÇA! REVOLUÇÃO!

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