Nosso sistema tributário é injusto, mas não como os liberais dizem:

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É necessária uma reforma tributária. Em relação a isso não pode haver qualquer tipo de dúvida. Nosso sistema tributário é singularmente inepto. Provavelmente um dos sistemas tributários mais ineptos no planeta.

Nisso, pessoas de várias orientações ideológicas poderiam concordar. Mas em que o nosso sistema tributário é ruim? No que ele deve mudar? É nesse ponto que todos devem prestar atenção.

O que singulariza o nosso sistema tributário não é o quanto de impostos se paga no país. Em relação a isso o Brasil é um país com carga tributária média para alta, mas muito abaixo de dezenas de outros países.

O que singulariza o nosso sistema tributário frente aos sistemas tributários dos outros países do mundo está na repartição da onerosidade desse sistema tributário. O quanto cada camada social paga em impostos.

Na maioria dos países desenvolvidos e industrializados o peso da carga tributária é maior nos impostos diretos, os que incidem sobre renda e propriedade, e menor nos impostos indiretos, os que incidem sobre bens e serviços.

No Brasil acontece o exato oposto. Paga-se pouco em impostos diretos, paga-se muito em impostos indiretos. Como sempre, o Brasil é levado por suas elites na contramão de tudo que leva ao desenvolvimento.

Onde está o desequilíbrio aí? Se os impostos indiretos são muito altos, como são no Brasil, ficam prejudicados os trabalhadores-consumidores e as empresas. Ou seja, especificamente quem é mais dependente do consumo para manter um nível básico de existência é mais afetado. Nesse sentido, pobres e classe média se ferram.

Enquanto isso, os ricos pagam proporiconalmente bem menos em impostos que os pobres e a classe média. A alta carga tributária nos bens e consumos afeta menos sua existência que aos pobres e à classe média. Ao mesmo tempo, se pensarmos as faixas de arrecadação tributária, os mais ricos no Brasil tem que recolher menos que na maioria dos outros países do mundo, enquanto que as faixas logo acima da isenção pagam bem mais que na maioria dos países do mundo.

Quando chegamos aos milionários e bilionários, então, a discrepância é ainda maior, fundamentalmente porque o Brasil é um entre apenas DOIS países no mundo que não tributam lucros e dividendos.

Em resumo: o Brasil está estruturado de forma a aumentar a pobreza dos pobres e aumentar a riqueza dos ricos. É um sistema que favorece o parasitismo e garante que o Brasil siga neste longo caminho rumo a se tornar um Sudão latino.

Ou isso muda ou não haverá futuro para este país.

LIBERDADE! JUSTIÇA! REVOLUÇÃO!

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No Brasil hoje, os que se dizem nacionalistas estão entre os maiores inimigos do país:

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O vira-latismo é a essência da direita brasileira. Não é que em outros países a direita seja menos vira-lata. Ela o é no mundo inteiro. Mas é no Brasil que esse vira-latismo alcança níveis nunca antes vistos ou imaginados e onde este tipo de vira-latismo tem mais capacidade de causar danos.

Não obstante, típico da direita, não só no Brasil, como no mundo. Afinal, a direita não se vê, classicamente, como liberal ou, no máximo, liberal-conservadora?

O problema, porém, é que boa parte, senão a maior parte, dessa direita se diz “nacionalista” ou “patriota”. Desfilam com camisas da CBF, se empoleiram em bandeiras do Brasil, bradam que a bandeira brasileira jamais será vermelha (preocupados, coitados, com uma hipotética e fantasiosa “ameaça comunista”!).

Esse “nacionalismo” dessa direita brasileira é autêntico ou de fachada? Há alguma substância concreta nesse “nacionalismo”?

De imediato podemos ver que esse discurso “nacionalista” não parece redundar na defesa de qualquer tipo de posicionamento econômico ou geopolítico de teor patriótico ou nacionalista. Usualmente, não passa de um histrionismo chauvinista dirigido exclusivamente contra países não-liberais.

Se o país não é “democrático”, “liberal”, visto por eles como “de direita” então o Brasil não deveria manter relações diplomáticas, nem comerciais (!) e não faltam os que chegam a dizer que se um país não está enquadrado nessas categorias ele deveria ser atacado.

A coisa muda de figura, porém, diante dos EUA ou de Israel. Nesse caso, ninguém nunca viu tanto servilismo. A voz, que era grossa, fica fina e temerosa como a de uma menininha pré-púbere. O olhar é de uma adulação abjeta. E a mente está tão entorpecida que nem nota o quanto os outros países, mesmo os próprios alvos de uma admiração desnecessária e vexaminosa, riem e se divertem com isso tudo.

Em um mundo sob domínio da hegemonia político-ideológica liberal, alavancada pelo imperialismo americano, os “nacionalistas” brasileiros acham que se associar aos EUA alavancará o Brasil. Com qual dos parceiros dos EUA isso alguma vez aconteceu, porém?

Tanto discurso e afetação “patriótica”, mas por baixo das camisas da CBF se esconde o desejo por traição nacional. A figura do “nacionalista” brasileiro é, fundamentalmente, idêntica à do inimigo da pátria.

LIBERDADE! JUSTIÇA! REVOLUÇÃO!

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Ser mãe: um ato revolucionário

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Ser Mãe: Um Ato Revolucionário!

“Assim é como quero que sejam o homem e a mulher: um capaz de guerrear, o outro capaz de dar a luz” (Nietzsche)

A maternidade é algo intrínseco à mulher, mesmo com a participação imprescindível do homem, a maternidade em toda sua complexidade estará eternamente ligada ao feminino. A maternidade nos tempos pretéritos era motivo de alegria e festejo, pois representava o início de um novo ciclo, marcando o nascimento de uma família, alicerce básico de todas as sociedades. Através dos tempos, porém, todo esse encanto foi sendo olvidado, e antes o que era celebrado, agora é apenas trivial. A sociedade pós-moderna enxerga a gravidez como um estorvo na vida da mulher, e ser mãe, uma forma de escravidão.

A mulher trabalhadora, não tem a sua maternidade amparada pela sociedade e muito menos pelo Estado. O sistema único de saúde (SUS), lugar onde a trabalhadora na maioria das vezes terá a sua gestação acompanhada, é quase um matadouro, sem infraestrutura, sem um acompanhamento psicológico satisfatório e contando com muitos profissionais exaustos e sem ânimo. Vale mencionar o “desafio” do parto e as consequências nefastas que podem advir do mesmo, como a cesárea, (que somente é indicada em casos extremos como risco de vida para a mãe e o bebê) e a violência obstétrica, da qual muitas parturientes são vítimas na hora do nascimento do bebê e que pode deixar sequelas físicas e emocionais para as mães por toda a vida. Em contrapartida, a mulher burguesa, segue estampando as capas de revistas midiáticas com slogans, “a beleza de ser mãe”, e toda uma teatralidade asquerosa, apesar de muitas dessas mulheres não terem noção do que realmente ser mãe significa, pois a mulher burguesa mal olha para a sua cria, contando com todo um aparato para que a maternidade seja vivenciada da forma menos incômoda possível, e quando a criança nasce, conta com uma espécie de “mãe” robótica, a babá!

Irônico esse discurso belo de” ser mãe” vir de mulheres e “celebridades” da grande mídia, pois são as mesmas que defendem o aborto irrestrito, que aceitam a ideologia de gênero como algo natural e ainda concordam com o feminismo liberal, que incita e propaga a desvalorização da maternidade, assim como a extinção da família natural.

A mulher, como mãe, tem uma função essencial na sociedade, pois é sendo mãe que a mulher pode repassar aos seus rebentos a sua história, os costumes de seu povo e suas tradições familiares, as quais ela também aprendeu um dia com a sua família. Uma pátria, uma nação, necessita de mães para que sua história e identidade não se percam no tempo, para que seus antepassados sejam lembrados e reverenciados pelos anos e séculos que virão, a maternidade preconiza a gênese de novas gerações que poderão dar continuidade à nossa luta por uma pátria livre, onde toda essa corja liberal globalista, que parasita nações e povos corroendo as suas histórias, possa ser aniquilada!

A mãe trará à luz os novos guerreiros e guerreiras que conhecerão o inimigo e o combaterão, é isso que o capitalismo e a sua ideologia liberal nociva teme, é justamente por causa desse papel honroso da” mãe” como a portadora da esperança que ser Mãe é um.ato revolucionário!

Um Feliz dia das mães para todas as guerreiras que, com seus filhos, resistem a toda essa escória que age contra o povo e contra a própria pátria, pois a pátria também é a nossa mãe, e por ela devemos lutar, combater e dar à luz as gerações futuras para que as nossas lutas e conquistas ecoem pela eternidade!

Liberdade! Justiça! Revolução!

(Roseane S./NR-CE)

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Colonizar as mentes é a mais recente estratégia de colonização do Capital:

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Existem três tipos de colonialismo.

O Primeiro Colonialismo é o colonialismo clássico, que consiste na anexação política de uma região e no estabelecimento de vínculos de exploração com aquela região. Foi o colonialismo que deu origem ao Estado brasileiro e que já foi politicamente superado.

O Segundo Colonialismo é o neocolonialismo. É quando as colônicas se transformam em Estados independentes e passam a ser submetidas, pelas agora potências imperialistas, a um processo de anexação econômica: as antigas colônias, subdesenvolvidas, são reduzidas ao papel de exportadoras de matérias-primas e, paralelamente, acabam por recorrer aos serviços da Dívida, fazendo com que seus países se transformem em colônias de banqueiros. Este processo continua em voga no Brasil e está intimamente correlacionado ao desmonte do Estado brasileiro efetuado pela cleptocracia #Temer.

E então chegamos no Terceiro Colonialismo. Não satisfeito com a anexação econômica, as potências imperialistas, agora em seu estágio globalista, evoluem para um novo tipo de anexação: a anexação social e psicológica (psicossocial). É quando o globalismo, por meio de seus mecanismos de difusão, obriga as pessoas a representarem a realidade e o mundo através das lentes oferecidas por ele, fazendo-as aceitar acriticamente as visões de mundo e os consensos do Ocidente. São sintomas deste colonialismo, tanto a esquerda à la Quebrando o Tabu/Catraca Livre/PSOL, que importa teorias de gênero, teorias raciais e termos guarda-chuva (empowered, mansplaining, manterrupting, gaslighting) para explicar os fatos, quanto a direita liberal insana que reproduz, aqui, marchas de apoio a candidatos estrangeiros e coisas do tipo.

Palavras importadas. Causas políticas importadas. Protestos importados. Soluções importadas. Tudo em consonância com a mais sutil e continuada submissão às normas estabelecidas pela classe dominante mundial, situada na atual Europa Ocidental desenraizada e, principalmente, nos EUA.

Nessa esteira, há aqueles que julgam ser possível enfrentar os ditames do Terceiro Colonialismo apenas investido em uma espécie de política cultural. Nada mais falso. A experiência mostra que os países que, atualmente, conseguem fazer frente às imposições sócio-culturais do Ocidente, são justamente aqueles que conseguiram algum grau de emancipação frente ao Segundo Colonialismo (neocolonialismo), ou seja, países que são razoavelmente soberanos.

A luta contra o Terceiro Colonialismo é intrinsecamente ligada à luta contra o neocolonialismo.

A luta pela autonomia cultural é a luta pela soberania econômica. Ambas fazem parte do mesmo processo de emancipação do nosso Povo e da nossa Pátria, pois, sem soberania econômica e sem patrimônio, não existe Pátria, assim como sem uma cultura patriótica forte, não há um Povo forte.

Lutar contra o Segundo Colonialismo e resistir ao Terceiro Colonialismos!

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O Estado guia o desenvolvimento

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Governo brasileiro investiu bilhões, ao longo de vários anos, em um Satélite revolucionário que, se não houvessem as famosas e comprovadas sabotagens americanas, poderia ter sido enviado da Base de Alcântara.

O Satélite foi construído pela Telebras, empresa de capital misto administrada (e muito bem, por incrível que possa parecer) pelo Estado. A cobertura de internet e de comunicação (militar inclusive) vai ser de 110% (incluindo territórios ultramarinos como as ilhotas de que o Brasil é ‘dono’), possibilitando internet até para navios, barcos, desertos, topos de morro, buracos e rebibocas. O que é muito bom, diga-se de passagem. A Telebras não vai quebrar os provedores de internet, apesar da competição que isso vai gerar…

Mesmo com a Telebras nas alturas e com futuros ganhos GARANTIDOS, que vai acontecer daqui pra frente amiguinhos?… Sim, nós já podemos adivinhar e fazer os prospectos.

Vai acontecer o mesmo que aconteceu com a Vale do Rio Doce, com a CSN, com o setor de telefonia público e o que vem sendo feito com a Petrobrás e autarquias: Sucateamento proposital.

A famosa “preparação de entrega”, onde a empresa continua lucrando e tem previsão de lucros, porém aparentemente está quebrada e cheia de escândalos de corrupção. Vem um governo entreguista (estilo FHC) e põe em leilão, privatiza a preço de banana, ganha uma empresa arregada (geralmente alguma subsidiaria do Soros) e no ano seguinte a empresa misteriosamente lucra o dobro (caso da Vale) do preço adquirido por sua venda aos cofres.

Nos anos 70 e 80, as empresas públicas brasileiras eram exportadoras de tecnologia para a Europa, e o Brasil era exportador de peças de alto valor agregado e bens industriais para vários países do mundo. Apenas 10 anos de sucateamento deliberado e entreguismo previamente planejado e o Brasil virou uma Nicarágua gigante, um mero fazendão de bananas.

Daqui a alguns meses ou poucos anos veremos os liberais ao estilo MBL chorando porque a Telebras “traz prejuízos para o Brasil”, que deveriam fechá-la, que a internet via satélite tem 200ms de ping e não dá pra jogar Minecraft e que é igual aos Correios e que nos EUA a Level3 vende internet via Satélite 150 mil vezes mais rápida.

Mas o que eles não dizem é que, no Brasil, as empresas públicas são sucateadas de propósito pelos políticos e diretores escolhidos por políticos. Tudo com cumplicidade da mídia e de “especialistas” muito bem pagos. E aí somos obrigados a testemunhar a piada de mau gosto que é estatais brasileiras sendo “privatizadas” para estatais estrangeiras, em nome da maior eficiência que apenas uma empresa priv…ué?

A farsa neoliberal está a ser desmascarada, dia após dia! Somente tolos seguem acreditando nela.

LIBERDADE! JUSTIÇA! REVOLUÇÃO!

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Apoie o futebol local

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O futebol brasileiro, essa parte essencial da cultura e da identidade dessa terra, é muito mais do que os 8 a 12 times chamados de “grandes” pela imprensa massificada. Nessa terra, em boa parte dos municípios, há equipes de futebol. São quase 800 equipes de futebol profissional, boa parte delas mais antigas que os clubes mais famosos.

A força vital do futebol brasileiro depende de que essa cultura local, regional, municipal do futebol siga sendo cultivada. Para que o futebol não morra, assassinado pelo business, pelas modernizações desnecessárias, pelas negociatas milionárias, a chama do futebol deve ser mantida acesa e os clubes pequenos estão entre os melhores portadores dessa tocha.

Não deixa de ser vergonhoso que, na maioria dos estados brasileiros o time mais popular seja algum do Rio de Janeiro ou São Paulo. É sinal do poder avassalador que a mídia de massa, principalmente a Rede Globo, tem sobre a formação dos gostos e das identidades.

Não afirmamos que não se deva gostar de times de outros lugares, mas que se deve ter, ao menos, um mínimo de orgulho e amor ao próprio chão, levando também no coração o time do seu estado, da sua cidade, do seu bairro. O time da sua gente. O time do seu povo.

E o que falar de uma juventude desenraizada do “Meu Barça”, do “Meu Real Madrid”, que chora e sofre com as vitórias e derrotas de times estrangeiros, de times cujos nomes essa juventude nem sabe pronunciar, de times em cuja terra essa juventude nunca nem porá os pés? Chora e sofre mais, muito mais do que com as sagas, essas sim, épicas de antigos e respeitáveis clubes cujos jogadores são tão “gente do povo” como nós mesmos, onde os jogadores muitas vezes tem que jogar e ainda ter um outro emprego.

Futebol é identidade. E time de futebol deve ser questão de identificação pessoal. Sim, é claro que muitas vezes faz sentido até ter mais de um time. Há gente que mora em um estado, mas os pais vieram de outro, ou que nasceu em um lugar, mas mora em outro. Tudo bem.

O que não se pode permitir é que o futebol vire apenas mais um negócio e perca sua autenticidade.

LIBERDADE! JUSTIÇA! REVOLUÇÃO!

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O Brasil precisa romper com a escravidão dos juros!

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Como um país pode se tornar soberano e próspero com juros entre os mais elevados do mundo? Se é mais barato simplesmente comprar papeis do título da dívida do que investir em empreendimentos produtivos, como um país sairá da situação de subdesenvolvido, agroexportador, semifeudal para a de um país desenvolvido, exportador de bens de alto valor agregado, industrializado?

Nada disso será possível. Nunca. Jamais. Sob hipótese alguma. Enquanto o Brasil for refém de uma elite rentista que pressiona o governo a manter juros altos para garantir sua vida fácil e parasitária, em prejuízo de toda a classe trabalhadora, o Brasil JAMAIS será qualquer coisa além de um “lixão”, onde viveremos catando migalhas entre as sobras e refugos do capitalismo global.

Então como romper com esses grilhões? Enquanto esses “números” que nos aprisionam ficarem à mercê das forças de mercado nada será possível. Os “números” tem dono. O mercado tem proprietários.

A salvação do Brasil só pode vir da decisão política fundamental que embasa a verdadeira Política, a única capaz de dobrar a economia e guiá-la para o bem-estar coletivo. As forças invisíveis do mercado podem e DEVEM ser domadas pelo Povo e por aqueles que portam a sua voz.

Contra a mitomania das “necessidades” e “inevitabilidades” da “mão invisível” do mercado, o duro e bruto decisionismo da Vontade de uma autêntica liderança popular, patriótica e revolucionária.

Romper com a escravidão dos juros!

LIBERDADE! JUSTIÇA! REVOLUÇÃO!

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