Colonizar as mentes é a mais recente estratégia de colonização do Capital:

terceirocolonialismo

Existem três tipos de colonialismo.

O Primeiro Colonialismo é o colonialismo clássico, que consiste na anexação política de uma região e no estabelecimento de vínculos de exploração com aquela região. Foi o colonialismo que deu origem ao Estado brasileiro e que já foi politicamente superado.

O Segundo Colonialismo é o neocolonialismo. É quando as colônicas se transformam em Estados independentes e passam a ser submetidas, pelas agora potências imperialistas, a um processo de anexação econômica: as antigas colônias, subdesenvolvidas, são reduzidas ao papel de exportadoras de matérias-primas e, paralelamente, acabam por recorrer aos serviços da Dívida, fazendo com que seus países se transformem em colônias de banqueiros. Este processo continua em voga no Brasil e está intimamente correlacionado ao desmonte do Estado brasileiro efetuado pela cleptocracia #Temer.

E então chegamos no Terceiro Colonialismo. Não satisfeito com a anexação econômica, as potências imperialistas, agora em seu estágio globalista, evoluem para um novo tipo de anexação: a anexação social e psicológica (psicossocial). É quando o globalismo, por meio de seus mecanismos de difusão, obriga as pessoas a representarem a realidade e o mundo através das lentes oferecidas por ele, fazendo-as aceitar acriticamente as visões de mundo e os consensos do Ocidente. São sintomas deste colonialismo, tanto a esquerda à la Quebrando o Tabu/Catraca Livre/PSOL, que importa teorias de gênero, teorias raciais e termos guarda-chuva (empowered, mansplaining, manterrupting, gaslighting) para explicar os fatos, quanto a direita liberal insana que reproduz, aqui, marchas de apoio a candidatos estrangeiros e coisas do tipo.

Palavras importadas. Causas políticas importadas. Protestos importados. Soluções importadas. Tudo em consonância com a mais sutil e continuada submissão às normas estabelecidas pela classe dominante mundial, situada na atual Europa Ocidental desenraizada e, principalmente, nos EUA.

Nessa esteira, há aqueles que julgam ser possível enfrentar os ditames do Terceiro Colonialismo apenas investido em uma espécie de política cultural. Nada mais falso. A experiência mostra que os países que, atualmente, conseguem fazer frente às imposições sócio-culturais do Ocidente, são justamente aqueles que conseguiram algum grau de emancipação frente ao Segundo Colonialismo (neocolonialismo), ou seja, países que são razoavelmente soberanos.

A luta contra o Terceiro Colonialismo é intrinsecamente ligada à luta contra o neocolonialismo.

A luta pela autonomia cultural é a luta pela soberania econômica. Ambas fazem parte do mesmo processo de emancipação do nosso Povo e da nossa Pátria, pois, sem soberania econômica e sem patrimônio, não existe Pátria, assim como sem uma cultura patriótica forte, não há um Povo forte.

Lutar contra o Segundo Colonialismo e resistir ao Terceiro Colonialismos!

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