1964 – Golpe contra o trabalhador, contra o povo e contra o país:

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Em 1964, no mesmo 31 de março, conspiradores motivados pelo ódio à pátria e pelo ardor da traição, quebraram seus juramentos e ergueram armas para derrubar um governo não só legítimo, como popular, e entregá-lo às potências imperialistas.

Sob justificativas esfarrapadas e pueris tomaram o Estado e, de posse dele, deram início a processos que estão na base de todos os principais problemas políticos, econômicos, sociais, culturais e regionais do Brasil atual.

Endividaram o Estado a tal ponto que o Brasil, hoje, ainda é refém das dívidas do regime militar. Esses generais tornaram o Brasil escravo da usurocracia internacional e estamos assim, sob este jugo, até hoje.

Abriram a economia brasileira para a especulação financeira e criaram um Banco Central nos moldes do FED americano, iniciando o distanciamento entre o Estado e o controle da moeda brasileira.

Ampliaram a concentração de renda, fizeram a inflação disparar e pioraram a maioria dos índices sócio-econômicos do país.

Firmaram o papel submisso do país como exportador de commodities, tomando as culturas de exportação como base da agricultura nacional, favorecendo o aumento no tamanho e número dos latifúndios.

Através da promoção dos latifúndios, expropriaram indiretamente os bens de centenas de milhares de pequenos e médios camponeses, os quais foram, então, forçados a abandonar o campo e irem às cidades em busca do trabalho, saindo até de seus estados e regiões de origem.

Por causa de todas essas depredações sociais e econômicas, inevitavelmente levaram ao crescimento e multiplicação das favelas, fazendo com que elas se tornassem parte “natural” da paisagem brasileira.

Não tendo política de segurança pública, já que seu foco era única e exclusivamente a perseguição a inimigos político-ideológicos, líderes sindicais e defensores dos trabalhadores, sua inércia lançou as bases para o surgimento do crime organizado, o qual se tornou endêmico já a partir dos anos finais do regime.

Enfim, razões para abominar este período histórico abundam. E apesar de algumas decisões econômicas e geopolíticas acertadas tomadas sob o governo Geisel, o saldo geral do período deve ser considerado fundamentalmente negativo para o país, para o povo, para o trabalhador.

É necessário “matar” toda forma de saudosismo em relação a esse período histórico. O regime militar foi imposto a partir de fora e governou para fora. O povo perdeu e perde até hoje.

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