Solidaridade à Coréia Popular:

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No dia 17 de Fevereiro, a Nova Resistência-RJ foi à UERJ para assistir e participar de um evento sobre a Coreia Popular em honra ao aniversário de Kim Jong-il, organizado pelo Centro de Estudos da Política Songun. Todos os palestrantes falaram muito bem e levantaram questões relevantes sobre o passado, presente e futuro da Coreia.

Explicaram a história do país, os motivos pelos quais é importante a bomba atômica, a importância do Exército para o país, como não há contradição entre nacionalismo e internacionalismo, as diferenças entre o Juche e o marxismo e muito mais.

A bomba atômica é necessária como meio de dissuasão militar. É a garantia de que a Coreia não será atacada pelos EUA e seus aliados. Devemos aprender com isso e defender a bomba atômica brasileira.

O Exército foi quem libertou o país das garras do imperialismo e é quem mantém o país livre, independente e soberano até hoje. Por isso ele possui um papel central lá. Por isso, afirmamos que é necessário ideologizar, desde uma perspectiva patriótica, socialista, comunitarista, as Forças Armadas brasileiras, para que elas sejam realmente garantidoras de nossa soberania.

A Coreia é, provavelmente, o país mais nacionalista no mundo hoje. Ao mesmo tempo, ela talvez seja o mais internacionalista. Ela, desde que se libertou, tem ajudado em lutas de libertação anti-imperialista em todo o mundo. Mesmo na Síria há técnicos e especialistas coreanos ajudando Assad a salvar o país. Ela mostra que não há contradição entre estes dois conceitos.

A relação entre Juche e o marxismo é controversa. No evento, um dos palestrantes, que era marxista-leninista, apontou o que os coreanos entendem ter de diferenças entre o Juche e o marxismo, ressaltando, porém, que na sua avaliação seriam questão de abordagem e nuances, com exceção, talvez, de aspectos do Songun, em que vê uma real tensão. Outro, também marxista, discordou da perspectiva de haver uma diferença real.

Nossa posição também é de que o Juche não é marxista, que a Coreia não é marxista. Ao nossos olhos, a Coreia desenvolveu seu próprio caminho e sua própria maneira de superar e transcender as três teorias políticas da modernidade, criando seu próprio rumo ideológico.

É disso que o Brasil precisa. Rumo próprio.

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