Capitalismo é castração:

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Essa imagem recente de um homem em um evento de moda é a figura final do homem sob o capitalismo. É o “último homem” previsto por Nietzsche. Desengonçado, enfraquecido, desvirilizado, desconstruído, entorpecido. É o homem tornado tábula rasa, separado de todos os laços e características que o pré-determinam, é o consumidor perfeito.

Se engana quem acha que tudo se resolve no se lembrar que eventos de moda não servem para determinar o que as pessoas devem vestir de forma literal. A questão é outra. Desde sempre estes eventos tem servido como meio de uma parte da elite capitalista impor seus gostos e preferências estéticas aos trabalhadores de todo mundo.

Tal como isso é feito em relação às mulheres, promovendo ideais surreais e doentios de magreza extrema, com corpos aparentemente pré-púberes de mulheres, indícios de tendências pedofílicas na elite capitalista (um tema clássico e quase aberto após inúmeras denúncias e escândalos), isso também é feito com homens, agora com a apresentação de um novo ideal masculino: domesticado, diminuído, desvirilizado.

Isso não é exclusividade da indústria capitalista da moda, porém. Esta tendência é algo que vemos reproduzido na maioria dos tentáculos do sistema capitalista e de forma quase onipresente na indústria cultural.

Na indústria alimentícia, por exemplo, uma enorme quantidade de bens de consumo vem com xenoestrógenos, ou seja, disruptores endócrinos que manipulam hormônios, causando vários danos à saúde das mulheres, mas principalmente à saúde dos homens. Se isso é intencional ou não da parte dessa indústria é impossível saber. Pode ser, simplesmente, a típica indiferença capitalista pelos impactos negativos dos produtos de sua atividade predatória.

Mas no caso específico da indústria cultural há, sim, um elevado grau de intencionalidade. A pacificação do povo é e sempre foi projeto prioritário dos aparatos de propaganda da elite. Do entretenimento vazio, das migalhas sob a forma de direitos, do pão e circo fomos a filmes, séries, propagandas, cartilhas, pedagogias voltadas específicamente para a transformação do trabalhador oprimido e subjugado em um nada amorfo, vivo apenas para o consumo.

O medo que a elite tem de valores e símbolos da “virilidade” tem fundamento. As principais lutas anti-imperialistas da atualidade se dão exatamente em países nos quais a indústria cultural do capitalismo ou inexiste ou ainda não conseguiu se fixar de forma permanente. Os fuzis e metralhadoras empunhadas na Síria, no Iraque, no Iêmen e no Donbass o são por homens que não foram “desconstruídos”. São homens plenos, íntegros que se fossem transportados para a nossa castrada sociedade ocidental seriam universalmente acusados de “machistas”, “patriarcais” e tudo mais.

É fundamental combater com todo esforço possível este tipo de estratégia de subjugação engendrada pela elite capitalista. É necessário proteger e utilizar todo o potencial revolucionário das energias e ímpetos masculinos, o barbarismo da virilidade, eterno terror dos parasitas ao longo de toda a história.

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