Internet – um dos próximos alvos do governo:

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As empresas de telefonia e seus lobistas políticos não desistem. Como o Brasil é visto, internacionalmente, como um pardieiro sem regras, aqui toda megaempresa quer tratar de lucrar duas, três ou quatro vezes mais do que lucra em outros países com o mesmo produto ou serviço. É assim com carros, é assim com videogames, etc.

Seguindo a lógica estapafúrdia da maximização dos lucros as empresas de telefonia querem converter todos os serviços de internet em algo similar ao que ocorre com internet móvel. Você não terá só um limite de velocidade. Você terá um limite máximo de troca de dados. E não, não estão falando de margens razoáveis, mas sim de limitações que só fariam sentido, no máximo, há 20 anos atrás.

Na era do streaming falar em limites de transferência de dados equivale a falar em censurar a internet e retirar o acesso a informação de dezenas de milhões de brasileiros. Apesar de o motivador principal ser o afã pelo lucro, não seria de se duvidar de motivações políticas nessa iniciativa. É na internet que tem se iniciado as reações mais virulentas contra as medidas antipatrióticas do governo.

De qualquer maneira, as justificativas dos defensores dessa medida ultracapitalista se baseiam na suposta incapacidade das redes das operadoras de suportarem a demanda de consumo de dados. Para eles, tem gente demais “consumindo” demais. Para resolver o problema, eles querem limitar o consumo de dados e cobrar ainda mais de quem tem um consumo meramente razoável.

E essa ideia ressurge, após ser derrotada ano passado, poucas semanas após o governo anunciar pretender dar R$ 105 bilhões a essas mesmas empresas de telefonia.

Se o problema é a capacidade da rede, portanto, por que as empresas de telefonia não investem em sua ampliação? É muito simples: aumentar investimento significa reduzir o lucro líquido, que vai para o bolso dos acionistas. Como o Brasil é o paraíso para especuladores e megaempresários atrás de lucro fácil, o usuário do serviço que se foda. Vai ficar sim com um serviço ruim, pagando caro e ainda vai ter seu acesso limitado.

Foi para isso que essas empresas foram privatizadas? E, aliás privatizadas com financiamento do BNDES, causando enorme prejuízo aos cofres públicos. Se é para ser assim, então melhor seria reestatizar todas essas empresas.

Novamente, estamos sendo achincalhados pelo conluio entre grandes corporações e políticos. E isso só terá fim quando acabarmos com os dois.

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