O que é a Quarta Teoria Política?

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O “debate” na internet em torno da Quarta Teoria Política (ou QTP, como preferirem) é absurdamente raso, vago e sem sentido. E nesse ponto, não importa o espectro político: os “entendedores” do assunto, da esquerda e da direita, cometem basicamente as mesmas gafes analíticas e reproduzem os mesmos lugares-comuns acerca de um assunto que, em linhas gerais, nem é tão complexo assim.

O que é a Quarta Teoria Política?

É um paradigma, um arco teórico que, a partir de determinados pressupostos gerais sobre o mundo político, busca fomentar (novas) ideologias políticas antiliberais, anticapitalistas e radicais alternativas ao marxismo (Segunda Teoria Política) e ao fascismo (Terceira Teoria Política): as duas ideologias antiliberais modernas vencidas pelo liberalismo (Primeira Teoria Política) na disputa pelo “legado do Iluminismo”.

Já falamos sobre isso antes: a ideologia do Hezbollah, movimento de resistência xiita libanês, se enquadra na perspectiva de um Quarto Caminho em relação ao marxismo e ao fascismo. O mesmo pode ser dito acerca da Jamahiriya de Kadafi, do Ba’ath sírio, do Bolivarianismo e da ideologia do Partido Social-Nacionalista Sírio, e em certo sentido, do nacional-bolchevismo (pois ele objetiva fazer uma síntese entre socialismo e nacionalismo).

Onde quer que se veja um combate ao liberalismo, por uma via que busca superar as contradições ou insuficiências internas do marxismo e do fascismo, rejeitando tanto o materialismo quanto o nacionalismo de tipo burguês, já se está diante de um Quarto Caminho, mesmo que as pessoas envolvidas nunca nem tenham ouvido falar nessa terminologia. Porque aqui estamos falando de fenômenos históricos que eclodem a partir da interação entre as condições objetivas locais e os instintos, crenças e valores do povo.

É por isso que todas os posicionamentos sobre política interna e externa são absolutamente consistentes e estão harmonizados com o próprio conteúdo teórico defendido pela Nova Resistência. Conceitos de “direita” e “esquerda” já se tornaram irrelevantes há muito tempo e isso, algo já percebido em alguns outros lugares, já começa a ser percebido no Brasil.

As soluções a serem dadas para os problemas políticos, econômicos, sociais e morais do Brasil não virão de modelos teóricos desligados das condições objetivas e dos instintos, crenças e valores do povo. E como não há no jogo político nacional quem corresponda a essas exigências, o povo se sente abandonado, correndo atrás de herois e salvadores.

No plano geopolítico, patriotas identitários antiliberais e movimentos assim pautados devem ser sempre apoiados contra o inimigo, o único inimigo real existente, que é o liberalismo em todas as suas manifestações (imperialismo, livre-mercado, progressismo de esquerda, etc). É por isso que nutrimos respeito e algum grau de admiração, simultaneamente, por figuras como Fidel e Che, Enéas e Perón, Gustavo Barroso e Assad.

A contradição fundamental de nossa era, já percebida por milhões ao redor do mundo, é entre globalistas e identitários, liberais e antiliberais. As outras possíveis contradições, derivadas das antigas teorias políticas só podem ser solucionadas após a resolução da contradição fundamental e serão resolvidas, em cada lugar, de uma maneira diferente, dependente da realidade local e da tradição do povo.

Aqui resolveremos segundo as tradições locais de cada povo de cada região de nosso grande país, com o apoio nas ideias de pensadores, políticos e artistas do povo, utilizando como instrumento ideias do povo brasileiro, com respeito por nossos mais de 500 anos de história.

Para quem está cansado de ver o Brasil entregue a disputas inúteis, entre gente que ou não se importa ou nem conhece a realidade do povo brasileiro, há uma alternativa.

A Nova Resistência.

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