Resistências femininas e as lutas patriótico-identitárias de libertação nacional:

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HÁ RESISTÊNCIA, luta e emancipação feminina para além do conservadorismo burguês de direita e do feminismo liberal-libertário de esquerda: os representantes do primeiro fingem incluir as mulheres em suas pautas, mas, na verdade, desejam apenas preservar nelas as funções subservientes herdadas da sociedade burguesa (a mulher como enfeite de estante, como ser frágil e incapaz de responder pelos seus atos); já os do segundo afirmam representar o único movimento pró-mulher politicamente legítimo, mas, a bem da verdade, consistem apenas em mais um movimento que visa anular as identidades na esteira dos seus pressupostos liberais-libertários (com foco no gênero) — ou seja — estão comprometidas não com a mulher que compreende a si mesma em virtude de sua fisiologia e de sua cultura, mas com a destruição do feminino enquanto tal (a mulher entendida apenas como mais um indivíduo indiferenciado e “livre” das “amarras” coletivas — especialmente religiosas — e das determinações da sociedade que, de acordo com elas, é e sempre foi “patriarcal e machista”).

Contra a dissimulação conservadora e contra o libertarismo do feminismo ocidental, oferecemos aqui uma perspectiva diferente acerca da luta das mulheres e da emancipação feminina: a mulher e o feminino como expressões multifacetadas das identidades comunitárias e orgânicas.

Cada povo, cada civilização, cada comunidade orgânica, cada coletividade deve poder ter autonomia para forjar o seu próprio conceito de feminino e suas próprias relações de gênero. A esquerda é hipócrita ao prestar solidariedade aos povos indígenas ao mesmo tempo em que rechaça a hierarquia de gênero e a divisão sexual do trabalho que estas tribos praticam. A liberdade dos povos é a que funda e alimenta quaisquer outras liberdades: a mulher só pode se emancipar se estiver consciente de si enquanto agente dentro de um processo coerente com suas raízes e anseios. O apoio aos povos não pode ser simplesmente instrumental, já que os próprios fins revolucionários são dados pelo caráter identitário da luta.

Por isso, a Nova Resistência chama as mulheres à luta, considerando o feminino como parte indissolúvel da afirmação popular que deve guiar nosso destino político: feminino que pode ser miticamente representado nas resistências identitárias das mulheres durante as lutas patrióticas travadas ao redor do mundo.

Instigar o ódio revolucionário na mulher!

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