Perguntas Frequentes à Nova Resistência:

faq

1 – O que é a Nova Resistência?

A Nova Resistência é uma rede internacional de ativistas, composta por nacional-revolucionários, eurasianistas, nacional-bolcheviques, nacionalistas de esquerda, anticapitalistas de direita e adeptos da Quarta Teoria Política e que defende uma resistência ampla e em vários níveis às políticas econômicas neoliberais, ao imperialismo atlantista e à influência sionista na mídia e nos governos.

Em específico, nós somos a divisão brasileira da Nova Resistência, composta por nacional-revolucionários, distributistas, trabalhistas, patriotas, socialistas, nacional-desenvolvimentistas e afins.

2 – Quando surgiu a Nova Resistência no Brasil?

Os primeiros membros foram convidados pelos membros norte-americanos à integrarem a rede no final de 2014. A célula do Rio de Janeiro começou a realizar encontros de planejamento estratégico a partir do início de 2015. Desde meados de 2015, a Nova Resistência começou um trabalho de ativismo, propaganda e formação política e está agora com militantes por todo o país.

3 – Onde é possível encontrar células da Nova Resistência?

Em todos os estados da região sudeste, em vários estados do nordeste, no norte e no sul. Na maioria dos estados onde não estamos, há vários camaradas interessados, faltando apenas formalizar a fundação. (Onde encontrar a Nova Resistência [atualizado]). Mais cedo ou mais tarde, haverão células em todo o Brasil.

Para todos os fins, se você deseja saber se há uma célula funcionando em seu estado, contate-nos.

4 –  A Nova Resistência é de esquerda? É de direita? Comunista? Fascista?

Por incrível que pareça, existe mais no universo político do que essas terminologias mais comuns, que são jogadas de forma descuidada nos debates políticos atuais. A Nova Resistência é um reduto antiliberal e anticapitalista. Aceitamos uma certa diversidade de posicionamentos políticos, desde que estejam pautados em um antiliberalismo/anticapitalismo, político e econômico, que seja profundo e consistente. Isso, naturalmente, acaba atraindo adeptos da Quarta Teoria Política, nacional-revolucionários, distributistas, trabalhistas, patriotas, socialistas, nacional-desenvolvimentistas e pessoas de posicionamentos similares.

5 – A Nova Resistência é duginista/putinista/russófila?

A Nova Resistência considera Aleksandr Dugin um dos pensadores com as análises mais interessantes da atualidade, nos campos da geopolítica, da metapolítica e da sociologia. Isso, no entanto, não nos impede de não partilhar de algumas de suas análises e opiniões sobre certas questões (o que é bastante natural). A Nova Resistência, neste sentido, muito menos poderia ser “putinista”. Putin não é um dos nossos, então nós não estamos com Putin. Nós tão somente observamos as vantagens e oportunidades proporcionadas por haver alguém como ele liderando uma potência como a Rússia e tomando decisões que, intencionalmente ou não, acabam beneficiando as forças que se opõem aos nossos inimigos. Para nós, a Rússia é simplesmente um exemplo de um país que, após vários anos de decadência, crise e afundamento, começa a passar por um lento processo de restauração.

6 – A Nova Resistência segue a Quarta Teoria Política (QTP)? 

Sim, somos adeptos da Quarta Teoria Política no plano teórico. Isso significa que tomamos o projeto de uma Quarta Teoria Política como premissa e o aplicamos à realidade do Brasil e da América Latina, a partir das especificidades econômicas, históricas, sociológicas e civilizacionais desses territórios.

7 – Qual é a ideologia/orientação política seguida pela Nova Resistência?

Embora admitamos uma diversidade razoável de posicionamentos em nossas fileiras, nossa ideologia oficial é o socialismo patriótico e/ou comunitarista (ver aqui, aqui e aqui).

8 – Qual é a visão que a Nova Resistência propõem para o futuro do Brasil?

Em linhas gerais, um país com um Estado forte e centralizado em relação a todas as questões estratégicas e de segurança nacional e maximamente descentralizado nas bases e em relação a maioria das outras questões: queremos um país no qual não haja mais o projeto de “abrasileiramento” que a Rede Globo e Brasília tentam implementar por todo o país, com o objetivo de impor uma espécie de “padrão único” sobre o que é ser brasileiro. Queremos, ainda, um país que fortaleça cada vez mais os seus laços com os países vizinhos latino-americanos, com o objetivo de conseguir estabelecer um espaço continental seguro para o desenvolvimento pleno das potencialidades dos vários povos que habitam nossa civilização.

Já no âmbito econômico, vislumbramos também uma Pátria fundada sobre um modelo de organização econômica voltado para o Povo e dirigido pelos e para os trabalhadores. Chamamos esse modelo de organização econômica de socialismo patriótico e/ou comunitarista.

9 – Quais são os objetivos da Nova Resistência? O que ela pretende?

O objetivo fundamental da Nova Resistência é recrutar e treinar uma nova classe de soldados políticos capazes de ocupar espaços públicos e forçar a penetração de nossos ideais e projetos nas universidades,  nos sindicatos, nas forças armadas, em centros culturais, ONGs, partidos e todo o resto. Nosso objetivo é, pura e simplesmente, tomar o Brasil aos poucos, não importa o tempo que leve ou qual seja o custo, nos consolidando como uma força política alternativa, socialista e patriótica.

10 – Qual é a opinião da Nova Resistência sobre casamento gay/aborto/feminismo/etc.?

Nossos estudos apontam para o fato de que estas e várias outras bandeiras contemporâneas não passam de tentativas de dissolver as identidades e desenraizar os povos, sequestrando a política para causas secundárias como parte de uma estratégia global de construção de um mundo sem fronteiras, monocultural, monorracial, ocidentalizado, etc. Não enxergamos nisso qualquer benefício para o Povo e para os trabalhadores brasileiros ou para quaisquer outros povos. Muito pelo contrário. O que se observa é que tal estratégia oferece vantagens, a partir destas causas, para as grandes empresas capitalistas e para os estrategistas neoconservadores do mundo unipolar. Ainda assim, reconhecemos que cada povo, com sua identidade étnica, religiosa e cultural, tem suas maneiras de lidar com as questões sexuais, de gênero e outras. Assim, defendemos que todas essas questões devem ser resolvidas a nível local, em cada lugar em que essas questões surjam, conforme os princípios e parâmetros que cada povo considere mais caros, sem emitir juízo moral ou de valor sobre como cada povo resolve essas questões. Isso vale para cada etnia, religião ou município do Brasil.

11 – O que vocês pensam sobre [insira personagem político brasileiro do presente e/ou do passado]?

A Nova Resistência não é um movimento minimamente afetado por qualquer tipo de saudosismo ou nostalgia política. Nós apontamos claramente para o fato de que todos os governos e partidos políticos brasileiros até então foram insuficientes e, em alguma medida, deletérios. Vários deles podem ter tido seus pontos positivos. Mas focar no positivo só serve para incentivar o saudosismo necromântico. Queremos manter os defuntos em suas tumbas. Não obstante, temos interesse pelas estratégias de governança e pela postura político-estratégica de alguns poucos líderes políticos do passado, como o Pedro II, Vargas, Goulart e, entre os militantes, Brizola entre outros. Mas isso não muda o fato de que nenhum deles compreendeu verdadeiramente o Brasil e acabaram contribuindo para a perpetuação de vários problemas e complicações com os quais teremos que lidar em nossa geração.

12 – Por que se unir à Nova Resistência?

Colocando de forma simples, a Nova Resistência é uma organização composta fundamentalmente por jovens radicais que tem em suas fileiras membros com quase 10 anos de experiência de ativismo antiliberal e dissidente. É uma organização que preza pela qualidade de seus membros, pela formação dos quadros de militantes e pela consolidação de um projeto sólido para o futuro. Somos a ponta-de-lança do combate ao liberalismo político, econômico e social. Se há alguma esperança para o Brasil, está nas ideias que defendemos e nos camaradas que militam conosco. Se há uma alternativa real a Direita neocon-liberal e a Esquerda anti-patriótica e anti-povo, essa alternativa somos nós.

Aqueles que, perpassados pela revolta fundamental daqueles que almejam mudanças estruturais na sociedade, mas não se sentem contemplados pelas opções ideológicas vendidas pelo status quo, certamente terão na Nova Resistência um refúgio e um núcleo de ação política concreta.

13 – Como posso me filiar à Nova Resistência?

É muito simples. Se você quiser um compromisso sólido, que envolverá cobrança e responsabilidades, basta mandar mensagem para a página da Nova Resistência no Facebook. Se houver célula na sua área, você será colocado em contato.

NOVA RESISTÊNCIA

LIBERDADE! JUSTIÇA! REVOLUÇÃO!

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2 respostas para “Perguntas Frequentes à Nova Resistência:”

  1. Olá , eu descobrir a Nova Resistência a pouco e tempo, e compartilho vários pontos em comum com vocês. Eu me considero um socialista identitário ou um social-identitário. Gostaria de saber de vocês o que vossos senhores pensam a respeito da Nouvelle Droite e de Alain de Benoist?. Grato pela atenção.

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    1. De Benoist é um dos intelectuais mais importantes da Europa atualmente e um dos teóricos base da Quarta Teoria Política. Consequentemente, a Nova Direita, como escola de pensamento, pode ser encarada como uma das manifestações possíveis do projeto político-científico idealizado por Aleksandr Dugin.

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